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 Uma pequena história

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Cotovia
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MensagemAssunto: Uma pequena história   Sex Ago 24, 2007 2:55 am

A vida é feita de pequenos nadas e de surpresas, umas mais agradáveis que outras, mas que nos apanham completamente desprevenidos. Qual seria a maior surpresa que poderiamos ter? Ser abordados por seres de outra galáxia, como acontece nas histórias de ficção científica? Sair-nos o eruromilhões, sermos o sortudo numa probalidade de quantos milhões? o benfica ganhar o campeonato com mérito próprio, como acontecia no tempo em que era mesmo "GLORIOSO"? Os politicos cumprirem fielmente tudo o que prometeram?... Bem, para mim que sou uma etertna utópica e sonhadora, a maior surpresa era este mundo tornar-se num mundo assimétrico, onde todos vivessemos em pé de igualdade, com paz, justiça, amor, saúde, alegria... Um mundo livre desta violência, da fome, da miséria e tantas coisas tão más e ruins que fazem sofrer tantas pessoas inocentes! E com muita fé talvez se consiga um mundo, não tão perfeito, mas muito melhor do que este que temos agora. Ora bem, isto tudo vem a propósito de uma surpresa que eu tive recentemente e que me deixou abismada, pois por tal eu não esperava! E até se pode dizer no caso que o que tem que ser tem muita força! E aguardem por mais detalhes. Beijinhos!Question
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Cotovia
Convidado



MensagemAssunto: Re: Uma pequena história   Sex Ago 24, 2007 2:59 am

Bem, peço desculpa mas quando tentei escerver como Maria Cotovia não foi aceite, pois o usuário já estava sendo usado e como eu não percebo nada disto... Mas com tempo e paciencia chego lá! Obrigada e desculpem!
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cotovia
Convidado



MensagemAssunto: Re: Uma pequena história   Ter Ago 28, 2007 2:55 am

Bem, antes de mais quero pedir desculpas por ter começado a escrever aqui uma história, quando isto se destina a dar ideias ao fórum e não própriamente a ser terreno fértil das nossas ideias, ou daí já nem sei. Mas como já iniciei aqui a história vou dar aqui seguimento a ela e de futuro tantrarei colocar tudo no seu devido lugar, está bem?

...Ora eu sou uma mulher já de meia idade, mas que continu-o a ter a eterna criança dentro de mim (e quando ela morrer tudo se acabou para mim). Sim, na verdade eu gosto de brincar/jogar, de correr, de saltitar, de dar gritos e gargalhadas no meio dos parques com montes de crianças e, adultos, a brincar a sério. Tenho um grupo de amigos que também gosta de me acompanhar nessas brincadeiras e aos Sábados à tarde sempre que o tempo o permite lá estamos nós como se fossemos autênticas crianças a brincar, a esquecer um pouco o lado sério da vida e a regenerar o corpo e a alma. Depois vamos dar um mergulho na piscina ou no mar, dependendo da época do ano, vamos jantar ao restaurante e de seguida gastamos essas calorias numa pisra de dança electrizante. Os meus amigos são todos "gay friendly" e por isso estou à vontade com as namoradas. Alguns são homossexuais e os que não são aceitam e respeitam. Pois namoradas...

Pois, desde os meus 11 anos que sempre senti algo a empurrar-me para as meninas e com os meninos nada se alterava em mim. Nessa altura, há mais de 30 anos, mal eu sabia o que era o amor e muito menos que duas pessoas do mesmo sexo se apaixonavam... Só ao fim de muitas meninas terem mexido comigo é que eu resolvi encarar as coisas como elas eram e deixei de me iludir com a história de que tudo eram amizades especiais para assumir que era paixão pura e pronto. Mas logo por azar, calhou o meu coração de se apaixonar por uma colega da faculdade que era totalmente homofóbica e promovia campanhas contra os colegas que se assumiam como homossexuais. Assim, fiquei totalmente em baixo, completamente arrasada e sem vontade para nada. Mas depois de algum tempo de muita dor e sofrimento interior, prometi a mim mesma que não iria deixar aquilo acabar comigo e enclausurei-me do mundo embrenhada nos livros e apostada em tirar o curso de Direito. E mesmo com ela ali a tentar-me tantas vezes eu resisti e consegui tirar o curso. Hoje sou uma Juíza já com créditos firmados e essa colega da faculdade é também uma boa advogada. Passamos a cruzar-nos bastantes vezes no tribunal e a ter um relacionamento cordial.
Ela nunca fez parte dos meus amigos íntimos, talvez devido ao facto de ser declaradamente homofóbica, e eu acabei por me convencer que não podia haver nada entre nós. Com a carreira estabilizada começei a envolver-me com mulheres que conhecia sobretudo nos bares lésbicos, mas eram todas sol de pouca dura...sunny
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cotovia
Convidado



MensagemAssunto: Re: Uma pequena história   Qua Ago 29, 2007 2:44 am

Mas tudo isto tudo é para falar de uma surpresa que eu tive e com a qual não contava e certamente que já todas devem ter imaginado qual foi essa surpresa. Sim eu descobri que aquela colega da faculdade que me fizera encarar a minha homossexualidade também ela era lésbica! E já na altura em que apregoava alto e bom som a sua homofobia o era e por isso se escondia atrás dessa capa, porque não conseguia aceitar-se tal como era e pensava que assim deixaria de ser homossexual, mas a verdade é que tudo continuava recalcado no subconsciente dela e um dia acabou por vir à superfície...

Duas mulheres que vivem juntas em França tiveram a feliz ideia de restaurar um castelo que era da familia de uma delas e nesse castelo pode se ficar hospedada apenas, ou também se pode participar num baile de máscaras. Sim todas as sextas e sábados há esse baile de máscaras que consiste num jantar à luz de velas e depois é o baile. As mulheres que querem participar fazem a inscrição, depois são levadas para um quarto onde são vestidas com longos vestidos rodados e colocam uma máscara no rosto. É claro que nenhuma delas se cruza com outra antes de estar vestida e mascarada. Mas as mulheres que querem participar nesses bailes sabem à partida que no fim vão para um quarto com uma mulher completamente desconhecida e aceitam tudo isso.

Bem eu vi o anuncio desse castelo na net e ao saber que uma das finalidades era essa, a dos bailes de máscaras, não hesitei e logo no fim de semana seguinte estava lá caidinha. É que eu sou danada para a brincadeira e gosto de brincar com o fogo... Adorei as tochas acesas nos imensos corredores e o voltar atrás no tempo. O jantar foi requintado e todas as mulheres nos comportavamos distintamente, não falando mais que o necessário. Depois fomos para o enorme salão dançar divinalmente. A música parava e tinhamos que trocar de par, mas a páginas tantas o ritmo tornava-se alucinante e as mudanças de par eram constantes até que finalmente se trocou de par pela última vez e foi com esse par que se ficou para levar para o quarto. Fosse quem fose a mulher que me calhara na última dança era aquela que teria de ter no quarto, pois já sabia que eram essas as regras antes de querer participar no baile. Alguém nos encaminhou a mim e à minha "parceira" para um quarto e nos deixou por nossa conta e risco...

Sabem uma coisa a Teresa, aquela colega da faculdade é um autêntico vulcão e afinal também ela me desejava e tinha sofrido muito na faculdade. Nunca tinha estado com uma mulher, tinha resistido e queria lutar contra o desejo que a consumia por dentro, queria continuar a fingir que nada se passava. E foi o facto de poder estar com uma mulher que não conhecia de lado algum, numa aventura assim sem futuras consequências que a levou até áquele castelo. Acabamos por ficar esse fim-de-semana inteirinho no tal quarto, ora entre os banhos de hidromasagem e a cama com um colchão de água.

Agora não podemos viver uma sem a outra. Temos a nossa vida normal e na nossa privacidade fazemos o que bem entendemos, ora na casa de uma ora na da outra, e uma das nossas fantasias é mesmo vestirmo-nos como no castelo e fazer um baile de máscaras privado. Ao castelo continuamos a ir mas nada de bailes de máscaras, é que ela é muito ciumenta!

Beijinhos e sejam muito felizes!sunny
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